Marta Cabral

Hello!

Hoje tenho uma convidada especial, my friend Marta Cabral. Ela foi muito simpática em ter respondido às minhas perguntas tolas. :D Aqui vai…

BÁ – Fala-me um pouco sobre ti.

MC – Chamo-me Marta Cabral, natural da Praia da Vitória, ilha Terceira. Licenciei-me em Marketing e Publicidade (na vertente Publicidade e Comunicação Empresarial), no IADE em Lisboa, e agora estou no último ano de mestrado em Comunicação e Imagem, no mesmo estabelecimento. Tenho por hobbie a fotografia visto ser uma atividade que me deixa feliz e leve enquanto a exerço, e pretendo evoluir e aperfeiçoar a minha única arte, à minha imagem.

BÁ - Quando surgiu o gosto pela fotografia?

MC – Eu tinha 17 anos, antes de entrar para a faculdade pela primeira vez quando nesse verão de 2005 comecei a achar piada à Sony Cybershot de 3.2mp do meu pai. Foi também na altura que descobri as maravilhas do Photoshop 7 e passava horas a fazer experiências com esta ferramenta e com as fotos que ia tirando.

BÁ - Tens algum tipo de formação neste área?

MC - Não tenho qualquer tipo de formação. Sou completamente autodidata no que diz respeito à fotografia. Tudo o que aprendi foi graças a blogs especializados e tutoriais online e a partir daí fui criando a minha própria técnica. Quanto ao aprender a manusear e dominar a máquina, os auto-retratos foram uma boa forma de me relacionar com a máquina que tinha e evoluir a partir daí.

BÁ - Quais são as tuas influencias?

MC – São muitas as obras de fotografia que me inspiram e influenciam, mas a fotógrafa que mais me influenciou desde sempre foi a britânica Lara Jade, no inicio da sua carreira quando fotografava mais na área do conceptual eu invejava os seus auto-retratos. O que me influencia muito também são basicamente tempos históricos românticos britânicos, mais concretamente a era Tudor e todo o reinado de Elizabeth I. Leio muito e tento procurar sempre nestes temas (entre outros) novas inspirações.

BÁ – Como descreves o teu estilo fotográfico?

MC – Tento optar sempre pelo lado mais romântico e dramático das coisas, em geral. Sensibilidade e emoções acima de tudo (incluindo beleza).

BÁ – Porquê autorretratos?

MC – Como já referi, no inicio era uma forma prática e simples de conhecer a máquina e saber como trabalhar com ela a diferentes níveis. Ao passar dos tempos apercebi-me que funciona também como auto-terapia, como alguém que escreve em diários, como alguém que quer mostrar alguma coisa através de emoções e estados de espírito.

BÁ – Que tipo de máquina fotográfica usas?

MC – Uso uma Nikon D80. As lentes são Nikon 18-135mm, Nikon 50mm 1.8 e uma Sigma 70-300 f4-5.6, com hipótese de vir outra lente a caminho em breve, mas ainda é muito cedo para ter certeza.

BÁ – Luz natural ou artificial?

MC – As duas. Normalmente diria sempre natural, mas desde que adquiri um flash já consigo ver a diferença e que realmente me pode ajudar nos retratos. Não tenho preferência… só se depender no conceito e mensagem que quero transmitir.

BÁ – Quão importante é Photoshop?

MC – Para mim é muito importante. É o pilar daquilo que faço. Para além de que divirto-me sempre imenso ao explorar as ferramentas que o Photoshop proporciona. Muita gente diz que o Photoshop estraga toda a essência de uma fotografia e eu não concordo porque isso é muito relativo. Se não fosse o Photoshop eu provavelmente já teria deixado a fotografia há muito tempo.

BÁ – Mac ou PC?

MC – PC, mas com vontade de “ser” Mac.

BÁ – Descreve como é o teu dia a dia.

MC – Sou uma pessoa com uma rotina normal, sem grandes diferenças da rotina de muitas outras pessoas da minha geração. Como ando apenas na fase da tese na faculdade, deixa-me algum tempo livre e por isso ando à procura de estágio. Tirando isso gosto de dar os meus passeios, tirar umas fotos, distrair-me. No serão gosto de passar umas horas ao computador e pesquisar, ver videos, ler e saber o mais possivel sobre o que se relaciona com os meus assuntos favoritos (como toda a gente) e antes de dormir gosto sempre de ler um bom livro.

BÁ – Qual foi a reação mais surpreendente que tiveram em relação às tuas imagens?

MC – Uma assim em concreto e mais específica não sei… Mas por exemplo já houve pessoas que me chamaram de mentirosa porque “nunca ninguém conseguiria tirar fotos assim a si mesmo sem ajuda”, ou então que não acreditam que tudo o que sei aprendi sozinha, sem qualquer tipo de formação profissional. Coisas deste género que ainda hoje continuam a surgir mas faz parte.

BÁ – Lembras-te da primeira fotografia que tiraste que te fez pensar WOW?

MC – Sim, uma foto que tirei ao nascer do sol, no Parque das Nações. As cores eram tão lindas e reflectiam tão bem nos vidros espelhados da Torre Vasco da Gama que me apetecia ficar naquele momento para sempre. E cada foto que eu tirava era sempre perfeita. Não usei qualquer tipo de edição a não ser adicionar um pouco de contraste, de resto da maneira que está é da maneira que foi. E acho que será sempre um dos melhores sets de fotografias que tirei. Curiosamente não foi um retrato, e sim de uma vista para o rio Tejo durante o nascer do sol.

BÁ – Conta um pequeno segredo sobre ti que ninguém sabe.

MC – Isso agora…

BÁ – O que gostavas de fotografar que ainda não tiveste oportunidade?

MC – Pessoas em sitios mágicos e espirituais como Índia, Tibete, Vietname, China. Quero voltar a fotografar Londres mais em profundidade, mas pelo lado histórico e heróico do que a beleza da cidade em si.

BÁ – Gostavas de ser fotografo profissional? Pq?

MC – Sim e não. Sim pelo facto de que seria óptimo se me abordassem para trabalhos e ainda ser remunerada por isso. Não porque hoje em dia infelizmente ser fotógrafo profissional implica ter que passar, de alguma forma, pela área de moda (na minha opinião), e não é algo que me agrade muito. Para além de que o que faço gosto que se mantenha pessoal. Mesmo que faça um trabalho para alguém quero deixar a minha marca e de alguma forma relacionar-me com o que sei fazer.

BÁ – Que outras paixões tens?

MC – Cinema de época e toda a produção que implica. Gosto e dá-me uma certa sensação de prazer no que toca a toda uma produção que seja capaz de transparecer aquilo que outrora foi e aconteceu. É a pancada que tenho. hehe

BÁ – O que gostavas de estar a fazer daqui a 5 anos?

MC – Trabalhar em algo que me dê gozo, continuar a fotografar e, quem sabe, explorar lugares espirituais e mágicos, como referi há pouco. É o que mais quero.

BÁ – Última pergunta, se tivesses um desejo…

MC – Nascer em outra época… e não refiro ao futuro.

BÁ – Ups só mais uma, comida preferida?

MC – Eish…. Ainda se fosse só uma comida preferida mas são tantas! Mas nada como uma boa alcatra à moda da Terceira! hehe.

BÁ – Muito obrigado Marta!

MC – Obrigado Bruno =D

Para saber mais sobre a Marta, visitem o seu Blog e Facebook.

Espero que tenham gostado.

Cheers

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Posted on by Bruno Ázera in People 3 Comments

About the author

Bruno Ázera

My name is Bruno Ázera, I am a Nature, Landscape and People photographer from Terceira Island. My purpose is to invite you to discover the Azores trough my images.

3 Responses to Marta Cabral

  1. Lino Borges

    Muito boa esta tua iniciativa, Bruno! Foste directo ao assunto, soubeste ser claro nas questões, conseguiste abstrair o suficiente do tema sem sair da intenção real da entrevista, e claro, um relato muito bom do lado da Martex :) Continua com essas entrevistas, mostras assim à malta o lado mais “inn” daqueles a que só vemos a obra, e não a pessoa!
    Parabéns!
    Abraço pa ti e beijinho pá Marta!

  2. Liz

    Very nice :D
    Tal como o Lino disse continua com essas entrevistas! É interessante ler! :)

  3. Bruno Ázera

    Muito obrigado! ;) É sempre muito fixe receber estas críticas positivas.

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